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Salmo 127

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Salmos

"ORAI PELA PAZ DE JERUSALÉM! SEJAM PRÓSPEROS OS QUE TE AMAM. REINE PAZ DENTRO DE TEUS MUROS E PROSPERIDADE NOS TEUS PALÁCIOS. POR AMOR DOS MEUS IRMÃOS E AMIGOS, EU PEÇO: HAJA PAZ EM TI! POR AMOR DA CASA DO SENHOR, NOSSO DEUS, BUSCAREI O TEU BEM" SALMOS 122.6-9
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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Igreja católica tem queda recorde de fiéis no Brasil

Em números absolutos, a Igreja Católica perdeu quase 1,7 milhão de fiéis no país, saindo de 124,9 milhões para 123,2 milhões em 2010



Pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo IBGE com novas informações do Censo 2010 mostram que o Brasil é um país cada vez menos católico, embora esta ainda seja a religião majoritária. A queda da população católica foi recorde entre 2000 e 2010. A proporção caiu 12,2%: passou de 73,6% dos brasileiros para 64,6%. Em 1991, os católicos eram 83% da população. Em vinte anos, a população católica diminuiu 22%, ou seja, em proporção, a Igreja Católica perdeu mais de um quinto de seus fiéis.
Em números absolutos, a Igreja Católica perdeu quase 1,7 milhão de fiéis no país, saindo de 124,9 milhões para 123,2 milhões em 2010. Entre 1991 e 2000, a queda na proporção de católicos também tinha sido elevada, de 11,3%, mas o número absoluto tinha aumentado. Se o ritmo de queda da última década for mantido, em vinte anos os católicos serão menos da metade da população.

Apesar do aumento, os três grandes segmentos da religião tiveram comportamento completamente diferentes. Os evangélicos tradicionais, ou de missão, ficaram estagnados em proporção. Tiveram um pequeno aumento em números absolutos, passando de 6,9 milhões para 7,6 milhões, mas proporcionalmente houve ligeiro recuo. Os evangélicos tradicionais eram 4,1% da população em 2000 e em 2010 passaram a 4%. Esses evangélicos são das igrejas históricas como Adventista, Luterana, Batista e Presbiteriana.
O recuo dos católicos está diretamente ligado ao aumento de 44% da proporção de evangélicos. Eram 15,4% da população brasileira em 2000 e passaram para 22,2% em 2010. Na década anterior, entre 1991 e 2000, o crescimento dos evangélicos foi muito maior, de 70%.
Comportamento oposto tiveram os evangélicos desvinculados de igrejas. Segundo técnicos do IBGE, nesta categoria se enquadram tanto os que circulam entre várias denominações quanto os que se consideram evangélicos mas não frequentam igrejas. Esse grupo cresceu mais de cinco vezes em uma década: os evangélicos "independentes" eram menos de 1,7 milhão em 2000 e passaram para 9,2 milhões em 2010. Em proporção, pularam de apenas 1% para população brasileira para 4,8%.
Já os evangélicos pentecostais - da Assembleia de Deus e de igrejas como Universal do Reino de Deus, Maranata, Nova Vida, Evangelho Quadrangular, entre outras - continuaram a crescer, mas o ritmo diminuiu na última década. Em números absolutos, os evangélicos pentecostais mais que dobraram na década de 1990 (aumento de 119%). Entre 2000 e 2010, eles cresceram 44%. Pouco mais de 25 milhões de brasileiros são evangélicos pentecostais.
Universal
Este grupo sofreu mudanças significativas na última década. Fenômeno dos anos 90, a Igreja Universal do Reino de Deus perdeu quase 230 mil fiéis em dez anos, passando de 2,101 milhões para 1,873 milhão. Uma queda de mais de 10%.
No universo chamado neopentecostal (que exclui a Assembleia de Deus, mais tradicional), duas novas igrejas são a maior ameaça à Universal. Segundo técnicos do IBGE, os dados mostram que a Igreja Mundial do Poder de Deus, do apóstolo Valdemiro Santiago, já arrebanhou 315 mil fiéis.
A outra grande dissidência é a Igreja Internacional da Graça de Deus, do missionário R.R.Soares, mas ainda não há dados disponíveis sobre o número destes fiéis. Somadas ao fenômeno do crescimento dos evangélicos sem vínculo com igrejas, as novas denominações fizeram diminuir também o número de fiéis de outras igrejas, como a Nova Vida e a Congregação Cristã do Brasil.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Sê tu uma bênção


Gênesis 12:2
-INTRODUÇÃO: Você é Uma Bênção! Mas porque às vezes não agimos de forma abençoada? Porque tantas vezes perdemos a bênção? Porque não agimos de acordo com o que aprendemos e somos inconstantes em nossas decisões. Abrão também era assim e Deusordenou a ele que fosse uma bênção. Não foi de forma miraculosa que isso aconteceu. Ele precisou se esforçar muito neste propósito. Isso é COMPROMISSO.
Deus sabia que Abrão encontraria muitos problemas pelo caminho e que o Senhor tinha grandes bênçãos para ele, por isso o Senhor resumiu tudo o que precisava nestas palavras: “sê tu uma bênção”.
Às vezes pensamos que precisamos estar em um lugar abençoado, com pessoas abençoadas, coisas abençoadas e momentos de bênçãos. Na verdade tudo isso é abençoado se você for uma bênção. Nada, nenhum lugar, pessoa,coisa ou momento é abençoado se a pessoa não o for.
Reflita: O que é ser uma bênção? Qual é o estilo de vida de uma pessoa abençoada? Sua igreja é uma bênção?
O que preciso para ser uma bênção?
Vamos meditar em algumas características de uma pessoa abençoada:
I - INTEGRIDADE: Tiago 4.7-11
Integridade significa ser inteiro. Muitas vezes não somos abençoados por que não buscamos a Deus de todo o coração (Jeremias 29.13).
Vamos refletir sobre o texto bíblico meditando em cada parte:
“Sujeitai-vos, portanto, a Deus; c Colocar Deus acima de tudo.
mas resisti ao Diabo, e ele fugirá de vós  c Batalha espiritual, não brincar.
Chegai-vos para Deus, e ele se chegará a vós outros. c Muita oração.
Purificai as mãos, pecadores;  c Confessar os pecados.
e, vós que sois de ânimo dobre, limpai os corações.  c Esvaziar o coração do pecado.
Afligi-vos, lamentai e chorai;  c Perder o prazer no pecado.
converta-se o vosso riso em pranto, e a vossa alegria em tristeza c Arrependimento
Humilhai-vos na presença do Senhor, e ele vos exaltará c A vitória vem de Deus.
O ânimo dobre impede o cristão de agir de maneira abençoada. O que é ter ânimo dobre? Ter o ânimo dobre é ter duas vontades, ser inconstante, querer uma coisa agora e fazer outra depois, se esquecer das decisões tomadas. Servir a dois senhores (Mateus 6:24). Luta interior (Romanos 7.15-20 e 8.5-9).
Abrão só foi abençoado por Deus quando passou a ter um coração inteiro diante do Senhor. Enquanto Abrão vacilava como as duas vezes que entregou Sarai sua mulher para o faraó e para Abimeleque (Gênesis 12.10-20 e 20.1-18), ele não podia ser abençoado. Quando se dedicou totalmente ao Senhor sendo capaz de entregar seu filho por amor ao Senhor, passou a ser uma verdadeira bênção.
Você tem buscado ao Senhor inteiramente?
Busque ao Senhor de todo coração, toda alma, todo entendimento, todas as forças!

I - OBEDIÊNCIA: Mateus 21.28-31
Para ser abençoado é preciso obedecer. Obedecer não é fácil. Às vezes precisamos fazer a vontade de Deus sem entender, para depois receber a bênção.
Jesus contou a parábola dos dois filhos para exemplificar que obedecer não é apenas dizer que vai fazer e sim cumprir a vontade de Deus. É como um pai que dá dinheiro ao filho e manda comprar doces para si, ele está obedecendo? Não. Está fazendo a vontade do pai por que também é a sua vontade.
Obedecer a Deus quando a vontade de Deus nos agrada é fácil, mas quando a vontade de Deus nos ensina a renunciar nossos prazeres é um desafio.
Abrão obedeceu ao Senhor entregando seu filho Isaque (Gênesis 22.1-18) e Deus proveu o melhor para ele. Quando obedecemos a Deus somos plenamente abençoados com a provisão do Senhor para nossas vidas.
Você tem obedecido à vontade de Deus?
Faça o que Deus manda sem duvidar!

I - PERSEVERANÇA: Romanos 12.1,2
Para ser abençoado é preciso ser perseverante.
Há momentos em que tudo contribui para desanimar e é preciso muita persistência para não desistir. É preciso renovar a sua mente e treinar par vencer os maus pensamentos. Estamos vivendo em constante batalha contra o mundo, o diabo e a carne. Mas não podemos nos esquecer que também travamos uma batalha psicológica dentro de nós “Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne, pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo” (II Coríntios 10:3-5).
Abrão foi perseverante em seu propósito. Fez uma longa caminhada de Ur até Canaã. Em momentos difíceis pode ter pensado em parar, mas continuou a caminhada até encontrar a terra que Deus lhe havia prometido.
Há propósitos de Deus em nossas vidas que começam hoje e se cumprem após algum tempo de perseverança. Durante este tempo nossa fé é fortalecida e somos preparados para receber a bênção do Senhor. Muitas bênçãos não são recebidas enquanto não estivermos preparados. Não podemos fazer um propósito com Deus e desanimar, precisamos levar até o fim “Tu Senhor conservarás em perfeita paz aquele cujo propósito é firme porque confia em ti” (Isaías 26:3).
Você tem sido perseverante em buscar a Deus?
Seja fiel até o fim, a bênção está chegando!

Você é uma bênção! Com certeza.

-CONCLUSÃO:
A bênção de Deus não está sobre coisas, lugares ou situações. Ela está sobre você. É bom estar junto com pessoas abençoadas, mas elas vão embora e você fica por isso você precisa ser uma bênção também. Muito mais que apenas receber bênçãos, Deus quer que nós sejamos uma bênção em Suas mãos. Quando somos uma bênção, tudo o que temos e fazemos também é abençoado.
Momentos, coisas materiais e outros são passageiros. Quando você não apenas está, mas é abençoado você pode encontrar grandes desafios como Abraão encontrou que tudo em sua vida vai ser uma bênção.

domingo, 10 de junho de 2012

TIATIRA, A IGREJA TOLERANTE.




A Fundação da Igreja em Tiatira

Situada a sudeste de Pérgamo, num vale espaçoso, Tiatira foi marcada por uma indústria artesanal e um comércio bastante diversificado e próspero, onde estavam presentes padeiros, pintores, curtidores, oleiros, metalúrgicos e trabalhadores têxteis.[1]Este profissionais se organizavam em associações fraternais, semelhantes aos atuais sindicados. Cada associação tinha seu próprio deus, e seus membros participavam de festivais idólatras, que incluíam banquetes oferecidos aos ídolos e orgias sexuais. Não havia em Tiatira grandes templos pagãos, nem a adoração ao imperador constituía grande ameaça.[2]

Quanto a sua fundação e organização, a igreja em Tiatira pode ter sido resultado do testemunho de Lídia (At 16.14), ou alcançada pelo trabalho missionário de Paulo (At 19.10).

A Condição da Igreja em Tiatira

Na carta à igreja em Tiatira o Senhor Jesus se apresenta como aquele que tudo vê e que julga retamente (Ap 2.18).

Diferente de Éfeso, a igreja em Tiatira superou o tempo, conseguindo crescer em obras e amor. Quantidade, qualidade e motivação certa devem caminhar juntas no exercício da diaconia cristã:

Conheço as tuas obras, o teu amor, a tua fé, o teu serviço, a tua perseverança e as tuas últimas obras, mais numerosas do que as primeiras. (Ap 2.19)

Apesar de praticar a caridade, em Tiatira uma falsa profetiza e mestra era tolerada:

Tenho, porém, contra ti o tolerares que essa mulher, Jezabel, que a si mesma se declara profetisa, não somente ensine, mas ainda seduza os meus servos a praticarem a prostituição e a comerem coisas sacrificadas aos ídolos. (Ap 2.20)

Seu ensino e influência promoviam a idolatria e a imoralidade sexual entre os crentes em Tiatira. O grave é que a repreensão do Senhor Jesus sinaliza que não havia uma resistência firme contra as heresias de Jezabel, antes, havia uma perigosa tolerância.

A identificação desta falsa profetiza e mestra com a Jezabel do Antigo Testamento, mulher do rei Acabe, se dá em razão da influência de ambas na proliferação da idolatria e da desobediência a Deus (1 Rs 16.31-33; 21.25; 2 Rs 9.30-37).

Lições que Aprendermos com a Igreja em Tiatira

No Novo Testamento temos a presença de profetisas e mestras atuando na igreja, pois não há acepção de pessoas por gênero, raça, condição social, etc., na concessão dos dons do Espírito (1 Co 12.7-11). Em Efésios 4.11 temos uma lista de dons, e não de cargos eclesiásticos: “E ele mesmo concedeu uns para apóstolos, outros para profetas, outros para evangelistas e outros para pastores e mestres”. Dessa forma, tais dons operam em homens e em mulheres. Em Atos 2.17 lemos que “vossas filhas profetizarão”. As filhas de Filipe, o evangelista, profetizavam (At 21.8-9). Priscila, ao lado de seu marido Áquila, foi uma grande discipuladora e ensinadora (At 18.26).

Na história da igreja, e mais especificamente das Assembleias de Deus no Brasil, temos notáveis exemplos de mulheres que com excelência realizaram a obra de Deus em através dos dons que o Espírito as concedeu. Observemos alguns exemplos, dentre tantos outros que poderíamos aqui citar:[3]

- Frida Vingren. O trabalho desenvolvido por esta mulher ao lado do esposo Gunnar Vingren envolvia atividades evangelísticas, trabalho social, direção de grupos de oração e visitadoras, direção da Escola Dominical, tocava e cantava hinos e substituía o marido na direção dos cultos quando este se ausentava em visita ao campo ou por causa das enfermidades.[4]

- Emília Costa. Separada por Gunnar vingren para servir como diaconisa em 1925, na Assembleia de Deus em São Cristóvão, Emília Costa foi bastante atuante na evangelização e realização de cultos nas cadeias da cidade. É a única mulher brasileira que aparece na foto oficial da Convenção Geral das Assembleias de Deus de 1933.[5]

- Florência Silva Pereira. O grande trabalho desenvolvido por esta mulher de Deus envolveu a direção e o pastoreio da Assembleia de Deus em Alagoinhas - BA, em 1943, onde construiu um templo. Em 1950, ao chegar a Sergipe, foi enviada pelo pastor Euclides Arlindo para dirigir o campo da Assembleia de Deus em Carmópolis (já tive a oportunidade de pregar nesta cidade), à frente do qual abriu igrejas nos municípios de Maroim, Rosário, Laranjeiras e Santa Rosa de Lima. Quando teve que deixar o trabalho, já havia dois templos, um salão e algumas casas alugadas pela destemida obreira do Senhor.[6]

Infelizmente, nas Assembleias de Deus no Brasil, assim como em outras igrejas, o trabalho da mulher não foi marcado apenas por grandes realizações. Há também exemplos negativos. Da mesma forma que a Jezabel do Antigo Testamento, e da Jezabel do Novo Testamento, há profetisas, mestras e esposas de líderes, que em vez de ajudar, acabam atrapalhando e comprometendo a saúde da igreja e o ministério do seu marido. Jezabel aponta para aquela esposa de líder que manda e desmanda, e cujo marido não tem força para conte-la. No reino onde Jezabel atua, as principais decisões são tomadas por ela. É ela que decide quem vive ou morre, quem fica ou sai, para quem serão distribuídos os cargos, qual programa de governo a ser seguido, a programação dos cultos, os hinos a serem cantados e quem será o pregador da noite ou o preletor do congresso.

Jezabel é também aquela profetiza a quem alguns líderes imaturos recorrem quando precisam tomar alguma decisão na igreja. Jezabel é ainda aquela profetiza e mestra que na base da pseuda revelação profética tentar intimidar os crentes, e dissemina falsos ensinos, que não se sustentam à luz de uma hermenêutica e exegese sadia, e da iluminação do Espírito.

O trabalho da mulher na igreja deve ser valorizado na medida em que se fundamenta na Palavra. Na mesma proporção e medida, nenhuma ação ou ensino que possa distorcer a sã doutrina, e perverter a conduta dos crentes devem ser tolerados. O ensino e a influência maligna de Jezabel trazem juízo para ela e para os seus seguidores, sempre que a longanimidade de Deus é desprezada(Ap 2.21-23).

Assim como na igreja em Tiatira, fica também para nós a advertência e a promessa do Filho de Deus:

Digo, todavia, a vós outros, os demais de Tiatira, a tantos quantos não têm essa doutrina e que não conheceram, como eles dizem, as coisas profundas de Satanás: Outra carga não jogarei sobre vós; tão-somente conservai o que tendes, até que eu venha. Ao vencedor, que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com cetro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro; assim como também eu recebi de meu Pai, dar-lhe-ei ainda a estrela da manhã. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Ap 2.24-29)

Lições que Aprendermos com a Igreja em Filadélfia




A igreja em Filadélfia nos ensina grandes lições e nos deixa belos exemplos.

Em primeiro lugar, é necessário continuar aproveitando a liberdade de pregação do Evangelho em terras nacionais, mas sem se descuidar com as missões transnacionais. O brasileiro é privilegiado com a pluralidade de seu estereotipo, o que facilita a sua infiltração em qualquer nação e povos no mundo. Infelizmente, a pregação do Evangelho vem se enfraquecendo, e os recursos que deveriam ser investido em missões e nos missionários são gastos com luxo, superfluidade denominacional e pessoal por parte de algumas lideranças. Em muitos lugares se pratica uma falsa generosidade, onde o líder da igreja vive com um altíssimo salário (além de outros privilégios), enquanto seus auxiliares, na grande maioria, ganham pouco mais do que o mínimo. Quando reclamam, escutam que precisam aprender a viver pela fé, enquanto o próprio líder não vivencia esse tipo de fé. Será que esses líderes passariam hoje na prova do jovem rico, aqui adaptada?

Disse-lhe Jesus (ao presidente): Se queres ser perfeito, vai, vende os teus bens, dá aos pastores e obreiros auxiliares e terás um tesouro no céu; depois, vem e segue-me. Tendo, porém, o presidente ouvido esta palavra, retirou-se triste, por ser dono de muitas propriedades. (Adaptado de Mt 19.21-22)

Não me refiro aqui a ninguém especificamente, e o Senhor é minha testemunha. Nem estou afirmando que todo “presidente de igreja” é rico, avarento e injusto. Conheço muitos que vivem dignamente, em justiça, e em generosidade o Evangelho de Jesus. Falo apenas de circunstâncias e fatos da vida evangélica real. Alguém certa vez me disse que eu deixaria de ser convidado por algumas igrejas por causa de minhas claras e firmes colocações. Penso que enquanto houver pastores sérios e tementes a Deus à frente de igrejas, o Senhor continuará a me “abrir portas” através de seus servos fiéis. Creio naquele que me chamou, e que me achou digno para o santo ministério. Não posso recuar diante daquilo para o qual fui designado. Para isso, conto com a graça de Jesus, com o poder do Espírito e com as orações dos santos.


Se Jesus não era mais rico do que os apóstolos, e se os apóstolos não foram mais ricos do que os bispos e presbíteros, se os bispos e presbíteros não foram mais ricos que os diáconos, e se a liderança da igreja de forma geral não era necessariamente mais rica que os membros, de onde vem a ideia de que quanto maior o cargo na igreja, mais dinheiro e posses se deve ter? Pura mentalidade capitalista selvagem. Prego aqui algum tipo de socialismo ou comunismo cristão? Não, antes, na atual conjuntura, falo de encurtar as distâncias econômicas entre obreiros, e entre obreiros e igreja.

Em segundo lugar, as portas para a pregação do Evangelho não são abertas por fórmulas mágicas ou estratégias mirabolantes de evangelização ou crescimento de igreja. Deus coopera com o homem (1 Co 3.9) na pregação do Evangelho, mas todo raciocínio e lógica humana precisam estar submissos a sua soberana vontade e direção (At At 13.1-3; 16.6-10).

Em terceiro lugar, a força espiritual de uma igreja não está no tamanho dela, na opulência dos seus templos, na influência social de seus membros, no dinheiro guardado em caixa, nem no seu patrimônio histórico, material e cultural. A força espiritual de uma igreja não pode ser aferida somente pelas manifestações dos dons espirituais, das línguas, das profecias, dos milagres, das curas, etc. A força e a autoridade espiritual de uma igreja local se relacionam diretamente com a sua obediência incondicional ao seu Senhor. Diante desta autoridade, não há sinagoga de Satanás que possa prevalecer.

Termino como nas demais cartas, citando as promessas de Jesus à igreja em Filadélfia, que podem se manter, ou se tornar nossas também:

Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra. Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas. (Ap 3.11-13)



[1] KISTEMAKER, Simon. Apocalipse. São Paulo: Cultura Cristã, 2004, p. 208.


[2] ANDRADE, Claudionor. Os sete Castiçais de Ouro: a mensagem final de Cristo à Igreja. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p. 114.


[3] THIESSEN, Henry Clarence. Palestras introdutórias à Teologia Sistemática. São Paulo: IBRB, 1987, p. 81.


[4] Ibid., p. 84.



Fonte:  http://auncaofazadiferenca.blogspot.com.br/2012/05/licoes-que-aprendermos-com-igreja-em.html#more 




quarta-feira, 6 de junho de 2012

A guerra dos seis dias


Nos primeiros meses de 1967, a tensão entre Israel e os seus vizinhos árabes atingiu mais uma vez uma situação escaldante. Atacado logo no dia da independência em 1948, Israel continuava tecnicamente em guerra com os seus vizinhos árabes.

Em meados de Maio de 1967, uma nova guerra parecia iminente. Em 16 de Maio os egípcios ordenaram às forças de interposição das Nações Unidas que se retirassem do Sinai.
Como o Sinai era de facto território egípcio, não restou nenhuma hipótese senão a retirada. Na sequência da qual, um exército de 80.000 egípcios volta a ocupar o Sinai, deixando novamente Israel directamente em frente aos seus tradicionais inimigos do sul.

Os egípcios contam com mais 60.000 homens de reserva e a norte a Síria tem um exército com 50.000 homens pronto a intervir. No total, 190.000 homens, contra uma força de Israel calculada em 70.000. Se os árabes, agora armados com armas russas, contando com aviões e tanques modernos atacassem, Israel não poderia resistir.

A solução, pareceu ser um ataque preventivo.
Pela manhã de 5 de Junho de 1967 a força aérea de Israel efectua uma operação de surpresa sobre o Egipto.
Utilizando tácticas que passaram por simular voos de rotina, os aviões de Israel inflectiram para sul atacando simultaneamente vários aeroportos egípcios.
Durante o meio da manhã e a tarde, a força aérea de Israel atacou bases aéreas na Síria, na Jordânia e no Iraque.

Ao fim do dia 5, mais de 300 aviões egípcios, entre os quais os mais perigosos MiG-21, estavam reduzidos a cinzas.
Durante o dia 6 de Junho, à medida que os ataques se sucediam, contabilizavam-se também mais de 100 aeronaves destruídas das forças aéreas da Síria da Jordânia e do Iraque.

Israel perdeu nessa operação 19 aviões, tendo destruído mais de 400.

Operações terrestres
Entretanto, Israel tinha começado o seu plano de mobilização geral, pelo que nas primeiras horas do dia 7, Israel já estava em condições de avançar com as suas forças de primeira linha, tendo as linhas secundárias sido ocupadas pelos reservistas. Às 09:00 da manhã do dia 7, Israel tem 235.000 militares em armas e prepara-se para a ofensiva.

Alegria e delírio entre os árabes.
Ironicamente, nas capitais dos países árabes a noticia do conflito é recebida com grande alegria e saudada com grandes manifestações de orgulho árabe. É chegada a hora de acabar com Israel afirmavam as rádios do Cairo, de Amã e de Damasco. Milhares de árabes dirigem-se aos postos de recrutamento, para participar na vitória anunciada, que deverá ocorrer em apenas quatro dias de combates.

Na realidade o desastre completo que se tinha abatido sobre as forças aéreas dos seus países tinha sido ocultado, pelo que ninguém sabia que no conflito que já estava a decorrer, Israel tinha uma total supremacia aérea.

Com a supremacia aérea garantida, Israel passa ao ataque. Ainda em 7 de Junho, com a supremacia aérea garantida, uma força de 30.000 soldados apoiados por 800 tanques franceses ingleses e americanos, ataca o exército egípcio do Sinai, que conta com 80.000 homens e 1000 tanques de fabrico soviético, principalmente T-55.

Na frente central e norte, as coisas eram mais complicadas, porque ali Israel assumiu posições essencialmente defensivas, com tropas constituídas na sua maioria por reservistas. A cidade nova de Jerusalém, fica sob fogo cerrado da artilharia da Jordânia, que fez mais de 500 vítimas em apenas dois dias.
A situação só melhora, quando se chamam tropas e alguns tanques vindos de sul, para avançar contra os jordanos na tarde do dia 7.

Nessa frente sul - no Sinai - contra os egípcios a avançada em 7 de Junho foi um sucesso devido à melhor preparação e a superioridade aérea das forças de Israel. As forças egípcias retiram desordenadamente na direcção do canal do Suez.
Mapa da evolução das forças


No dia seguinte, na manhã de 8 de Junho a força aérea de Israel ataca os tanques egípcios em retirada no apertado desfiladeiro de Mitla e «entope» o fluxo de forças egípcias, que se encontram impossibilitadas de retirar ordenadamente.

As forças egípcias são atingidas pelos tanques de Israel que avançam, durante a tarde de 8 de Junho. Com os egípcios completamente desorganizados, os tanques israelitas praticamente limitam-se a fazer tiro ao alvo.
A principal força blindada árabe é destruída, escapando apenas uma pequena parte dos veículos.

As forças de Israel avançam sem oposição e no dia seguinte - 9 de Junho - atravessam o canal do Suez e pisam território africano, controlando as duas margens do canal do Suez.

A operação de Israel só terminou depois que foi efectuado um ataque maciço às posições da artilharia Síria a norte. Israel avança, com o objectivo de conquistar os montes Golã, uma área de colinas que permite bombardear Israel a partir de território Sírio.

Quando a 10 de Junho, é assinado o cessar-fogo, os tanques israelitas já avistam os minaretes das mesquitas da capital da Síria, Damasco.

No conflito, os árabes perderam no seu conjunto 430 aviões, 800 tanques e tiveram 15.000 baixas, contra perdas de 40 aeronaves e 803 mortos por parte de Israel, que passou de um território de 20.720Km quadrados para 73.635 seis dias depois.




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